O que Itaipu, a Ferrovia do Aço e o Cristo Redentor têm em comum?
Institucional

De Itaipu ao Cristo Redentor, a trajetória da ROHR passa por obras e eventos que exigiram soluções para grandes escalas, condições extremas e contextos técnicos singulares.

Superintendente Comercial
Como a engenharia sustenta aquilo que ainda está sendo construído?
Inicialmente, gostaria de dizer que a engenharia de escoramentos é a arte de dar forma ao invisível, sustentando o peso do progresso antes que o próprio concreto possa andar pelas suas próprias pernas (livro publicado pela ROHR – A ENGENHARIA INVISÍVEL). No cenário da infraestrutura nacional, falar sobre o arrojo e a superação de desafios técnicos nessa área é, inevitavelmente, contar a história da ROHR. Desde a sua fundação em 1963, a ROHR transformou a engenharia de construção e acesso ao desenvolver soluções estruturais nos projetos mais audaciosos e desafiadores no país.

É uma engenharia que, muitas vezes, deixa de ser vista quando a obra termina, mas que exerce um papel determinante enquanto ela ganha forma. Antes de pontes, barragens, viadutos, túneis e grandes estruturas alcançarem sua condição definitiva, existem sistemas temporários concebidos para suportar cargas, permitir acessos e criar condições seguras para a execução de cada etapa.
Onde escala, pressão e precisão se encontram?
Trabalhar em grandes estruturas de concreto é desafiador sempre.
Ao longo das décadas, esse desafio colocou a ROHR diante de obras em que as dimensões físicas eram apenas uma parte da complexidade. Pressão, altura, geometria, condições do terreno, logística e rigor operacional precisavam ser considerados em conjunto para que cada solução respondesse às características específicas do projeto.

Itaipu: como sustentar uma das maiores obras da engenharia hidráulica?
A atuação da ROHR na Infraestrutura nacional, como a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, traduz perfeitamente esse arrojo. Diante do maior desafio de engenharia hidráulica da história do país, a empresa forneceu sistemas de escoramento e andaimes capazes de suportar a colossal pressão das formas que moldaram as paredes/pilares de concreto da barragem.
Construída sobre o Rio Paraná, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, Itaipu ajuda a dimensionar o nível de exigência envolvido nessa atuação. A barragem possui 7.744 metros de comprimento, sem considerar o dique de Hernandárias, e a barragem principal em concreto alcança 196 metros de altura. Em uma obra dessa escala, os sistemas de escoramento e acesso fazem parte de uma operação na qual estabilidade, resistência e planejamento precisam acompanhar o ritmo e as dimensões das estruturas definitivas.
Porto Primavera: o que exige a barragem mais extensa do Brasil?
Essa mesma ousadia logística e técnica repetiu-se na UHE de Porto Primavera, no pontal do Paranapanema (SP), onde o controle dos trabalhos é extremamente rigoroso para garantir a estabilidade/segurança das estruturas.
Oficialmente denominada Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta, Porto Primavera está localizada no Rio Paraná e possui 10,2 quilômetros de comprimento, o que faz dela a barragem mais extensa do Brasil. Suas 14 unidades geradoras somam 1.540 MW de capacidade instalada. A extensão da estrutura amplia as frentes de trabalho e evidencia a importância de soluções planejadas para atender diferentes pontos da obra com controle técnico, organização e segurança.
Como vencer os limites impostos pelo próprio território?
O portfólio da companhia, contudo, vai muito além destas obras acima. A ROHR superou os limites da engenharia civil ao vencer os desafios geográficos e topográficos em inúmeras obras espalhadas pelo BRASIL, exemplificando a lendária Ferrovia do Aço, que conecta os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Vencer o relevo acidentado da região exigiu viadutos sinuosos e túneis complexos, onde cada torre de escoramento teve de ser calculada para vencer alturas vertiginosas e solos de diferentes características, bem como todo o lançamento de vigas pré-moldadas ao longo da obra.
Ferrovia do Aço: engenharia entre serras, túneis e viadutos
Também conhecida como Ferrovia dos Mil Dias, a Ferrovia do Aço parte do município mineiro de Itabirito e percorre aproximadamente 354 quilômetros. Seu traçado atravessa uma região marcada por relevo acidentado, tornando túneis, pontes e viadutos elementos essenciais para a continuidade da linha. Nesse contexto, cada solução temporária precisava responder não apenas ao projeto estrutural, mas também às condições de acesso, às diferenças de solo e às alturas encontradas ao longo do percurso.
A obra demonstra como o desafio técnico também exige capacidade de adaptação. Em vez de uma resposta única aplicada repetidamente, cada trecho exige leitura própria, cálculo específico e compatibilização entre estrutura, terreno e método executivo.
E quando a engenharia precisa conviver com uma planta em operação?
Não só na infraestrutura nacional a empresa demonstra robustez, mas também na área da manutenção industrial, atuando nos serviços de andaimes em plantas industriais (Refinarias/Polos Petroquímicos etc.).

Refinarias e polos petroquímicos: acesso em ambientes de alta complexidade
Em plantas industriais, o desafio de acesso assume outras características. As estruturas precisam se adaptar a geometrias complexas, tubulações, equipamentos e áreas com circulação controlada, além de respeitar procedimentos rigorosos de segurança. Em manutenções programadas e paradas industriais, planejamento, montagem e liberação das frentes de serviço precisam caminhar de forma coordenada para que as equipes alcancem os pontos necessários com segurança e eficiência.
Trata-se de uma engenharia que precisa compreender o ambiente antes de ocupá-lo. Cada interferência, limitação de espaço e necessidade operacional influencia a configuração da estrutura de acesso e a sequência dos trabalhos.
Como atender aos prazos de um megaevento?
A ROHR também atua na área de eventos, tais como montagens da Fórmula 1, Copas das Confederações 2013, Copa do Mundo 2014 e nas Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016.

Nos megaeventos, a engenharia temporária ganha uma dinâmica própria. Os chamados overlays complementam as instalações permanentes com estruturas destinadas à operação, ao acesso, à circulação e ao apoio. Nas frentes em que a ROHR atua, cada solução precisa considerar as características específicas do local, as necessidades do evento e os requisitos de segurança envolvidos.
Nesse tipo de projeto, o prazo também faz parte do desafio técnico. As estruturas precisam ser planejadas e montadas dentro de janelas bem definidas, permanecer estáveis durante o período de utilização e, depois, ser desmontadas de maneira organizada. Fórmula 1, Copas e Olimpíadas representam operações diferentes entre si, mas compartilham a necessidade de mobilização, precisão e integração entre diversas equipes.

Como trabalhar em um dos pontos mais emblemáticos do Brasil?
Um dos maiores orgulhos e testemunhos da competência técnica da empresa deu-se nos céus do Rio de Janeiro, através dos serviços realizados na manutenção do Cristo Redentor. Envolver um dos monumentos mais famosos do mundo com andaimes e estruturas ROHR de acesso exigiu um planejamento implacável. No alto do Corcovado, sob a ação de ventos e espaço físico reduzido, a ROHR desenhou uma estrutura que garantiu a integridade do monumento e a segurança da equipe de restauradores, sem alterar um único milímetro de uma das sete maravilhas do mundo atual.

Cristo Redentor: acesso técnico a 710 metros de altitude
Localizado no Morro do Corcovado, a 710 metros de altitude, o Cristo Redentor possui 38 metros de altura e pesa aproximadamente 1.145 toneladas. As dimensões do monumento se somam às condições particulares do local: área disponível reduzida, exposição aos ventos, acesso controlado e necessidade absoluta de preservação. Nesse cenário, a estrutura de acesso precisava permitir o trabalho dos restauradores e, ao mesmo tempo, respeitar a forma e a integridade de um patrimônio reconhecido mundialmente.
O projeto sintetiza um princípio presente em toda a trajetória relatada: quanto mais singular é a estrutura definitiva, maior deve ser a precisão da engenharia temporária que permite trabalhar sobre ela.
O que permanece quando a estrutura temporária deixa a obra?
Nessa grande estrutura construída no país, há um esqueleto temporário projetado pela ROHR. Unindo tecnologias avançadas à experiência acumulada em décadas de vida, superar limites e garantir que as visões da engenharia ganhem vida com estabilidade é o motor que move a ROHR.

Seja diante da pressão de uma barragem, das alturas de um viaduto, do relevo de uma ferrovia, da complexidade de uma planta industrial, dos prazos de um megaevento ou da preservação de um monumento, o papel da engenharia permanece o mesmo: criar condições para que o trabalho avance com estabilidade, acesso e segurança.
O escoramento da ROHR é, fundamentalmente, a engenharia que suporta a história e constrói o futuro do Brasil.

