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Engenharia Invisível: como vencer os desafios por trás das grandes obras do Brasil?

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Engenharia Invisível: como vencer os desafios por trás das grandes obras do Brasil?

Fa Antes do resultado final, grandes obras passam por uma engenharia temporária essencial para sustentar, dar acesso e viabilizar execuções de alta complexidade.

 

Por Engº Julio Cesar de Oliveira
Superintendente Comercial

Engenharia Invisível ROHR: processos construtivos, segurança e inovação

A história da engenharia brasileira, especialmente a partir da década de 1970, é repleta de grandes obras de infraestrutura. O país vivenciava um ciclo de forte crescimento e desenvolvimento, em um período de quase 15 anos conhecido como Milagre Brasileiro, no qual a economia chegou a registrar taxas anuais de crescimento superiores a 10%, sustentadas por investimentos federais e estrangeiros.

Até então, um dos grandes desafios da nossa engenharia havia sido a construção da nova capital do Brasil, Brasília, no coração do país, distante dos principais centros onde, nas décadas de 1950 e 1960, estavam concentrados boa parte dos recursos humanos e materiais disponíveis.

Após a construção de Brasília, o crescimento do país passou a exigir também maior integração entre o interior e o litoral. Vieram grandes obras de estradas, pontes atravessando imensos rios, hidrelétricas, termoelétricas e usinas nucleares para gerar a energia necessária a uma indústria que amadurecia e crescia.

 

(1) Congresso Nacional de Brasília – DF; (2 e 3) Museu Nacional da República – DF.

Ao mesmo tempo, avançaram portos, aeroportos e indústrias de base, como mineração, fábricas de cimento, siderurgia, alumínio, papel e celulose, montadoras de veículos, indústrias petroquímicas e o setor de óleo e gás.

Foi um período em que os esforços do governo se somaram aos de empreendedores nacionais e investidores internacionais, transformando o Brasil em um grande canteiro de obras.

Muitas dessas realizações, mesmo passados quase 50 anos, continuam sendo referências da capacidade brasileira de projetar e executar grandes obras, marcadas pelo arrojo técnico e pelos processos construtivos desenvolvidos pelas construtoras nacionais.

Essa experiência colocou empresas brasileiras entre importantes construtoras do mundo e abriu caminhos para sua participação em concorrências internacionais, resultando também na execução de grandes projetos fora do país, em locais como Iraque, Estados Unidos e Portugal, além de outras regiões que atravessavam seus próprios ciclos de crescimento e grandes investimentos em engenharia.

(1) Rodovia dos Imigrantes – SP; (2) Ponte Pres. Costa e Silva / Rio-Niterói – RJ; (3) Manutenção em plataforma offshore.

O que era necessário para tornar esses grandes projetos possíveis?

Para viabilizar a execução de projetos dessa magnitude, no Brasil e também fora dele, as construtoras precisaram — e ainda precisam — de grandes prestadores de serviços de engenharia.

Empresas capazes de disponibilizar estoques amplos e diversificados de fôrmas, escoramentos e andaimes de serviço, incorporando novas tecnologias aos equipamentos e oferecendo soluções capazes de suportar as elevadas cargas das grandes estruturas de concreto armado.

Além da resistência, esses sistemas tinham de oferecer segurança, rapidez de montagem e desmontagem e condições adequadas de acesso para os profissionais envolvidos na execução das obras.

O grande volume de concreto a ser formado, escorado e acessado, somado à ousadia de projetos inovadores concebidos por grandes calculistas e arquitetos brasileiros, aumentava ainda mais essa exigência.

Eram necessários equipamentos de formas e escoramentos, andaimes de serviço, treliças estáticas para vencer grandes vãos e cargas, treliças para lançamento de vigas de pontes e viadutos, além de sistemas de balanço sucessivo.

Para responder a demandas tão diversificadas, não bastava possuir equipamentos.

Foi fundamental contar com uma equipe técnica de engenheiros, técnicos, supervisores e equipes de montagem altamente qualificada, com experiência no desenvolvimento de projetos de fôrmas, escoramentos e acessos capazes de viabilizar os desafios técnicos e executivos apresentados pelas construtoras.

A ROHR dentro desse momento da engenharia brasileira

Foi nesse contexto que a ROHR se apresentou ao mercado como uma empresa 100% brasileira, com forte tradição técnica, formada por engenheiros qualificados e experientes e por equipes de montagem preparadas para executar com produtividade e segurança os serviços demandados pelas obras.

Ao longo de sua trajetória, a empresa reuniu uma grande quantidade e diversidade de equipamentos de formas, escoramentos, andaimes e soluções de engenharia de acesso, além de equipamentos desenvolvidos para vencer grandes vãos, elevadores de cremalheira e outras soluções necessárias aos diferentes tipos de projeto.

A estrutura de filiais em diversas regiões do Brasil permitiu ampliar esse suporte, reunindo capacidade de desenvolvimento e elaboração de soluções técnicas, rapidez nos prazos executivos de montagem, segurança e uma relação adequada de custo-benefício na aplicação dos equipamentos.

A ROHR também contou, e ainda conta, com uma fábrica própria, fortalecendo sua capacidade de investimento e de fabricação de equipamentos para atender aos negócios contratados, inclusive em momentos nos quais a demanda das grandes obras superava os recursos que o mercado brasileiro possuía disponível para fornecimento.

Essa combinação entre engenharia, equipamentos, fabricação, logística e capacidade de montagem tornou possível atender projetos de diferentes escalas e complexidades ao longo das últimas décadas.

(1) Ponte Iturama – MG; (2) Cristo Redentor – RJ; (3) Manutenção em plataforma offshore.

Uma presença enorme que deixa de ser vista quando o trabalho termina

Toda a engenharia contida nos projetos desenvolvidos e executados pela ROHR, a engenharia das estruturas e dos elementos que compõem seus equipamentos e os grandes serviços de montagem, aliados à capacidade fabril da ROHR Indústria e Comércio, representam um enorme esforço coletivo.

É o trabalho de todo um time para colocar de pé, sustentar e criar acesso às grandes obras do Brasil.

Em determinados projetos, isso significa possibilitar aos clientes a mobilização de milhares de toneladas de equipamentos para formar, escorar e acessar suas obras.

Então, depois de todo esse esforço, acontece algo particular.

O concreto cura.

A estrutura passa a se sustentar por si própria.

As formas são retiradas, os escoramentos são descimbrados e os andaimes de acesso são desmontados.

Nas manutenções industriais e nas paradas de rotina das indústrias, a dinâmica é semelhante. Milhares de metros cúbicos de andaimes e metros quadrados de pisos podem ser montados para permitir a execução dos serviços e, ao final, todos esses equipamentos são novamente desmobilizados.

Antes e depois da obra: Cidade Administrativa Pres. Tancredo Neves – MG

Depois, quando se tira uma fotografia da obra concluída, praticamente não se vê um rastro da presença da ROHR.

Permanece o resultado de toneladas de equipamentos provisoriamente montados para que as obras e as manutenções industriais pudessem ser executadas dentro das condições de prazo, custo e segurança técnica previstas.

É justamente esse espaço deixado pela presença da ROHR após a conclusão dos serviços, apesar de todo o esforço de engenharia e de todos os recursos materiais e humanos envolvidos, que passamos a chamar de Engenharia Invisível ROHR.

Toda essa contribuição executiva deixa de estar fisicamente presente nas obras.

Permanecem os registros em fotografias e vídeos e, principalmente, o enorme conteúdo técnico e operacional acumulado ao longo de mais de 60 anos de atuação.

Uma história registrada nas grandes obras do Brasil

Apesar dessa característica “invisível”, a participação da ROHR permanece documentada em fotografias, vídeos, ARTs nos Conselhos de Engenharia e Arquitetura em diferentes regiões do Brasil e, sobretudo, na memória dos clientes.

São registros que ajudam a contar e ratificar a história técnica da empresa, seu DNA de engenharia e a experiência de um time de profissionais envolvido na execução de grandes projetos.

Entre eles estão a Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo, e algumas das maiores hidrelétricas brasileiras, como Itaipu, Tucuruí e Belo Monte, além de diversas usinas termoelétricas.

A trajetória inclui ainda serviços de manutenção em plataformas offshore e em diferentes indústrias brasileiras.

(1) Arena Vôlei de Praia de Copacabana, Olimpíadas Rio 2016 – RJ; (2) Usina Hidrelétrica de Itaipu – PR; (3) Centro Cultural Oscar Niemeyer – GO.

Também fazem parte dessa história o Museu Nacional de Brasília, de Oscar Niemeyer, a Terceira Ponte de Brasília, o Memorial da América Latina, em São Paulo, o Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiás, e o Centro Administrativo de Minas Gerais, em Belo Horizonte, também projetado por Oscar Niemeyer.

Nos grandes eventos, um dos destaques foram as Olimpíadas Rio 2016, com mais de 80 mil assentos provisórios de arquibancadas e uma das grandes arenas temporárias de vôlei de praia montadas em Copacabana para o evento.

A lista passa ainda pela Ferrovia do Aço, pela Ferrovia Norte-Sul e pelas manutenções periódicas realizadas no Cristo Redentor, além de inúmeras outras obras que, mesmo sem espaço para serem citadas individualmente, fazem parte desse legado técnico.

Em comum, projetos de diferentes épocas, dimensões e segmentos carregam a presença temporária de equipamentos e equipes que precisavam responder a condições específicas de execução.

A Engenharia Invisível diante dos próximos desafios do Brasil

A economia brasileira atravessou diferentes ciclos ao longo das últimas décadas, com poucos períodos contínuos de crescimento e também momentos de forte retração e redução do volume de grandes obras de infraestrutura.

Mesmo diante desses cenários, a ROHR continuou acreditando no Brasil e se preparando para os novos desafios que a engenharia e a indústria brasileira possam apresentar.

Um país de dimensões continentais ainda demanda grandes investimentos em infraestrutura, edificações, construção e expansão de indústrias, serviços de manutenção industrial e plataformas de petróleo offshore.

São desafios que novamente exigirão equipamentos, capacidade de mobilização, conhecimento técnico, segurança, produtividade e equipes capazes de transformar projetos complexos em soluções executáveis.

E é justamente para esses momentos que a Engenharia Invisível ROHR continua preparada para aparecer, cumprir seu papel e deixar para o futuro aquilo que ajudou a construir.



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